Versão esportiva do utilitário premium tem motor de Audi RS 4 Avant

O utilitário esportivo tem faróis de LED com máscara negra e outros elementos escurecidos (nas laterais do carro, grade, entradas de ar do redesenhado para-choque, spoiler integrado ao teto, difusor e as quatro saídas de escapamentos) que, além das rodas aro 21 com acabamento acetinado, mostram que não se trata apenas de um Macan “normal”.

Outra mudança foi o posicionamento mais acima das luzes diurnas. Atrás, as lanternas continuam interligadas, exatamente como é a nova linguagem de estilo dos atuais carros da fabricante alemã.
Só que o Macan GTS impressiona mesmo em movimento. Se na opção mais barata o 2.0 turbo entrega 265 cv, na mais cara o V6 2.9 biturbo (mesmo da Audi RS4 Avant) dá as cartas e vomita 440 cv e 56 kgfm de torque entre 1.900 rpm e 5.600 rpm — 60 cv e 4 kgfm extras em relação ao antecessor.
Antes de colocar a primeira e ouvir os seis cilindros ronronando em baixas rotações é preciso chamar a atenção para a ergonomia do SUV — e dos Porsches em geral. Além de bonitos e com um belo acabamento, os bancos abraçam meu corpo como uma criança com seu novo bicho de estimação.

O volante é mais verticalizado e a pegada é referência. Meu gosto pessoal pedia um revestimento de Alcantara, não de couro. Um pequeno defeito é a quantidade enorme de botões no console central. Elogio e crítica feitos, hora de acelerar.
O Macan GTS é versátil. Aceita uma tocada mais suave, sem muito drama. A suspensão pneumática esportiva ajusta a altura e inclui o controle adaptativo dos amortecedores: o acerto firme mesmo no modo mais confortável não faz a cabine chacoalhar muito.
O escapamento também pode assumir um tom menos vocal, com as válvulas fechadas, para os ocupantes curtirem o sistema de som de grife fornecido pela norte-americana Bose.
Em 4,3 segundos o velocímetro já marca 100 km/h, o corpo gruda no banco e a visão periférica começa a ficar borrada. Tudo acompanhado, claro, do sonido do V6. A velocidade máxima sobe de 261 km/h para 272 km/h — aí só os alemães podem chegar.

O SUV esportivo tem outra carta na manga: a transmissão PDK, de dupla embreagem e sete marchas. O câmbio parece ler minha mente, trocas e reduções são feitas sem vacilos — até alguns pipocos do escapamento podem ser ouvidos a cada mudança de marcha.
A marca começou a desenvolver esse tipo de transmissão ainda nos anos 1960 e usou toda sua experiência para aperfeiçoá-la. O acionamento é super-rápido e a caixa se adapta automaticamente a qualquer tipo de declive, acionando o freio motor ou passando a marcha antecipadamente para o carro rodar mais livre. suspensão adota um ajuste ainda mais rígido e, juntamente com o volante pesado, o condutor tem a sensação de estar no controle o tempo topo.
O Macan devora quilômetros de asfalto sem demonstrar qualquer fadiga. O torque de 56 kgfm aparece em sua totalidade logo a 1.900 giros, o que dá uma agilidade incrível ao SUV. A estabilidade também é digna de nota para o pesado Macan. A rolagem de carroceria no modo Sport é bem contida para um Porsche desse tamanho.

O Macan GTS é 1,5 centímetro mais baixo que o S (que tem o mesmo V6, mas com 380 cv), versão que fica logo abaixo dele na gama. O sistema de gerenciamento eletrônico ativo de suspensão da Porsche (PASM) deduz outro centímetro da altura de rodagem e deixa o SUV ainda mais próximo do chão, melhorando a dinâmica. Os largos pneus, 265/40 (dianteira) e 295/35 (traseira), contribuem para essa sensação.
Dá para deixar o Macan GTS no modo mais furtivo possível e, mesmo assim, ser rápido. No centro do seletor giratório de modos de condução está o Sport Response, mas pode chamar o botão de Velozes e Furiosos. Durante 20 segundos o motor e a transmissão ficam afiados e mostram que o SUV é “vida louca”, como se estivesse no modo Sport Plus. E você pode apertar repetidas vezes.

No aspecto prático, o Macan GTS oferece bom espaço para quatro ocupantes altos, até porque o entre-eixos é de 2,80 metros. E também para bagagens. A tampa do porta-malas é acionada eletricamente (há um botão na base do limpador traseiro) e abre vão para um compartimento de 458 litros. Já a central multimídia de 10,9 polegadas tem ótimos resolução e tamanho, mas poderia ser mais intuitiva, com comandos mais diretos.
O negócio do Macan GTS é acelerar ou desfilar por aí a bordo de um belo SUV esportivo. Só resta aproveitar, porque a próxima geração será totalmente elétrica. Aí é que não vai dar para acostumar mesmo.
Fonte: Autoesporte




